Esta mensagem é para os pais. Pai, você tem pensado na herança que você deixará para seus filhos? Quando se fala de herança muitos pensam em bens materiais, fortunas, imóveis…

Ainda que essas coisas são boas e importantes, não devemos perder o foco do que é mais importante do que a herança que será deixada – os próprios filhos.

A herança é para os filhos e não os filhos para a herança.

Não podemos sacrificar nossos filhos para adquirir e conquistar o mundo inteiro para então deixar uma boa herança material para filhos a caminho da perdição.

Desta forma, em primeiro lugar devemos pensar na herança de um legado firme fundamentado sobre a rocha e, em primeiro lugar eu pergunto: Pais, o que você está fazendo para deixar um bom legado para seus filhos? Antes de mais nada vamos ver o que o dicionário Webster diz: “algo deixado pelo que foi antes para o próximo que vem”. Pais, nós todos seremos um dia aquele que deixará algo para os que vem após cada um de nós. Deixaremos um legado seja ele bom ou mal.

A maneira como vivemos, a forma como gastamos nosso tempo e dinheiro influenciam HOJE os nossos filhos e nossos descendentes por gerações.

Abaixo compartilho duas histórias que me impactaram em grande maneira e me fazem entender porque Deus se importa tanto que passemos nossa fé para a próxima geração, e o poder de influência que o pai tem.

Jonathan Edwards nasceu em 1703 em East Windsor, Connecticut – EUA. Com 13 anos de idade estudou na Universidade de Yale e mais tarde se tornou o presidente da Faculdade de Nova Jersey (agora Princeton). Quando tinha apenas 20 anos de idade escreveu uma lista de resoluções pessoais onde, entre elas estava “perguntar-me a mim mesmo no final de cada dia…onde eu poderia, em qualquer aspecto, ter feito melhor.”

Em nenhuma área da vida de Jonathan Edwards havia uma convicção tão forte quanto a de seu papel como pai. Jonathan e sua esposa Sarah tiveram onze filhos. Apesar de uma agenda rigorosa de trabalho que incluiam despertar às 4:30 da manhã para ler e escrever em sua biblioteca pessoal, viagens extensas, e incontáveis reuniões administrativas, ele sempre arranjou tempo para seus filhos. E quando ele perdia um dia com sua família por causa de suas viagens? Ele imediatamente repunha aquele tempo perdido em sua volta.

Vários livros foram escritos sobre a vida de Jonathan, seu trabalho e influência na história americana e seu poderoso legado profissional. Contudo, o legado do qual Jonathan estaria mais orgulhoso seria o seu legado como pai.

O estudioso Benjamin B. Warfield de Princeton registrou 1.394 descendentes de Jonathan Edwards. O que ele encontrou foi uma incrível evidência de seu sucesso em deixar um bom legado. De seus descendentes que foram possíveis encontrar:

13 se tornaram presidentes de universidades, 65 foram professores de faculdade, 30 juízes, 100 advogados, 60 médicos, 75 oficiais militares, 100 pastores, 60 notáveis escritores, 3 senadores, 80 em outras posições públicas incluindo governadores e ministros em países estrangeiros, e um vice-presidente dos Estados Unidos.

A história de Jonathan Edwards é um exemplo do que alguns sociologistas chamam de “a regra de cinco gerações.” A maneira como os pais criam seus filhos – o amor que lhes dão, os valores que passam, o ambiente emocional que eles oferecem, a educação que lhes passa no lar – influencia não somente a seus filhos mas as próximas quatro gerações. O exemplo de Jonathan Edwards mostra o quão rico pode ser um legado.

Também, esta regra de cinco-gereações funciona para ambos os lados. Se falhamos em nosso papel como pais, “terceirizamos” a educação de nossos filhos, supomos que eles “aprenderão” sozinhos, nossa negligência terá o potencial de se tornar uma praga nas gerações seguintes. Veja agora este estudo realizado sobre a vida de Max Jukes, um contemporâneo de Edwards.

Em idade adulta, Jukes tinha problema com bebidas que o impedia de ter um emprego estável. Isto também o impedia de poder mostrar muito afeto à sua esposa e filhos. Algumas vezes desaparecia por vários dias e retornava embriagado. Assim não podia oferecer o amor e educação que seus filhos necessitavam dele.

Benjamin Warfield também registrou a descendência de Jules. O que ele achou também comprova a regra de cinco gerações. Benjamin pôde  traçar 540 descendentes de Jukes, os quais apresentaram um imenso contraste com o legado de Jonathan. Dos que se foram possível registrar, 310 morreram como indigentes, pelo menos 150 se tornaram criminosos (incluindo 7 assassinos), mais de 100 foram alcólatras e metade de suas descendentes femininas foram pelo caminho da prostituição.

É óbvio que esta pesquisa não significa que as pessoas sempre serão um produto do bem ou mal que seus pais fizeram ou a maneira como viveram ou que a pessoa que eles serão seja determinado totalmente pelos seus ancestrais. Em toda a história da humanidade houveram pessoas de bem que vieram de famílias como a de Jukes e puderam passar por cima de todos os obstáculos que encontraram na vida e se tornaram pessoas bem-sucedidas. Enquanto outros vieram de famílias talvez similares como a de Jonathan Edwards mas se tornaram pessoas problemáticas.

Assim, para concluir, as histórias de ambos, Jonathan Edwards e Max Jukes oferecem lições poderosas para refletirmos sobre a importância do legado deixado pelos pais. Sabemos que os resultados finais pertencem somente a Deus contudo, no que está dentro de nossas possibilidades e o que nos foi ordenado por Deus, devemos ser achados diligentes em nossa tarefa de preparar a próxima geração a serem poderosos e influentes tanto na sociedade como sobre as gerações seguintes.

As decisões que tomamos hoje, poderão influenciar toda uma descendência de várias gerações. Provérbios 22:1 diz, “Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que muitas riquezas…” Alguns países do oriente entendem bem a importância de ter um sobrenome respeitado na sociedade, uma vez que são chamados não pelo nome mas pelo sobrenome, ou seja, não o nome pessoal mas o nome da família. Assim, a reputação de toda uma família está em jogo trazendo grande responsabilidade àquele que o carrega. Entre muitas riquezas (e as várias maneiras de alcançá-las) e manter o o nome “limpo” na sociedade, o nome da família é prioridade. Um bom legado é o maior tesouro.

E você, que legado está construindo para deixar a seus filhos?

SALMOS 112:2 A SUA DESCENDÊNCIA SERÁ PODEROSA NA TERRA; A GERAÇÃO DOS JUSTOS SERÁ ABENÇOADA.”

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