No banco da praia com minha filha

Ela (Dominique) tem apenas sete anos mas beirando os oito.
Caminhamos juntos pela cidade, conversando, cantando, contando e ouvindo histórias, alimentando sua cosmovisão, formando e lapidando sua forma de ver a vida e o mundo.
Passamos em alguns lugares para resolver algumas coisas, paramos em lojas, compramos uns doces e fomos sentar em um banco da praia diante da bela vista do mar.
Era um final de tarde fresco, ensolarado e com uma brisa gostosa.
Levamos nossos doces, água e um livro que continha vários contos pequenos.
Ela cantava, dançava e contava histórias.
Naquela tarde vi uma menina interessante em todos os sentidos.
Sua beleza exterior é incomparável e exótica.
Sua beleza interior se reluz em notável pureza, paz e muita alegria.
Nela vi alegria e uma criança equilibrada.
Interessante em sua conversa porque pensava e raciocinava de forma clara.
Nela vi paixão por literatura. Impressionado porque já tinha lido centenas de livros sem nem ter completado oito anos ainda!
Seus comentários do que vê so seu redor demonstram convicção clara dos valores incutidos desde pequenina. Com alegria me comentava que já estava em Apocalipses (ela começou em Gênesis).
Nela vi e ouvi histórias, canções e danças. Dela ouvi contos.
Ouvindo ela percebi conteúdo.
No conteúdo que ouvi percebi surpreendente riqueza para alguém de sua idade.
Nela vi uma infância rica, pois tinha muito conteúdo para explorar e desfrutar.
Enfim, vi uma menina contente e satisfeita.
Nela vi uma menina feliz.
Nela me vi um pai feliz e orgulhoso.

Fabio Tsukayama,  Outubro 2012